Perguntas e Respostas Relativas à Instalação de Recuperadores de Calor

O mito de que o nosso país tem um clima moderado ao longo dos 365 dias do ano não corresponde inteiramente à verdade. Na realidade a cada Inverno muitas pessoas percebem a falta que faz uma fonte de calor. Um recuperador de calor, uma salamandra, …, algo que as ajude a passar o frio do Inverno com conforto. Daí que planear um bom aquecimento, assim como um bom isolamento, da habitação seja fundamental para que se sinta bem em casa durante todo o ano.

Mas no momento da escolha, várias são as questões que nos colocamos. Com o proliferar de opções de aquecimento, torna-se necessário perceber qual a melhor solução esteticamente para cada caso. É com a intenção de ajudar os nossos clientes nesta escolha que vamos responder a algumas das perguntas mais frequentes relativamente a este assunto.

ÁGUA

O sistema de aquecimento central tem como principal função o aquecimento de uma habitação. Mas as suas potencialidades não se ficam por aqui, pode através dele produzir água quente sanitária (função normalmente desempenhada por um esquentador), aquecer a água de uma piscina, aquecer pisos (piso radiante), complementar uma instalação de energia solar, etc. O Sistema baseia-se essencialmente em 3 componentes:

1. Caldeira ou Recuperador de Calor ou Salamandra: Para aquecer a água do sistema de aquecimento para produção de A.Q.S.

2. Canalização de água: Para garantir a circulação de água quente pelas divisões a aquecer. A tubagem pode ser colocada no interior ou no exterior das paredes.

3. Radiadores: A instalar nas paredes ou no piso (encastráveis ou piso radiante). Dissipam para o ambiente o calor fornecido pela água quente. Cada aparelho pode possuir regulação individual de forma a controlar a temperatura de cada divisão separadamente.

 

AR

O aquecimento central a ar apesar de se tratar de um sistema diferente, tem o mesmo princípio: uma fonte de calor produz calor (neste caso ar quente) que, através de tubagem, é distribuído pelas divisões a aquecer. Ou seja este sistema baseia-se também em 3 componentes:

1. Recuperador de Calor: Para aquecer o ar, permite aquecer diretamente a divisão onde se encontra.

2. Tubagem de ar: Para fazer chegar o ar quente às divisões a aquecer, é normalmente colocada no teto falso

3. Grelhas de saída de ar quente: As grelhas devem ser colocadas preferencialmente a 30cm do chão (ou, caso não seja possível, do teto). Estas podem ser reguláveis na intensidade assim como na direção.

No que à instalação de um recuperador de calor diz respeito, este pode ser posicionado de diversas formas na divisão (normalmente na sala).

A instalação mais usual é encastrar o recuperador de calor numa parede, com a criação do habitualmente denominado “saco” que vai esconder o corpo do recuperador de calor (solução ideal para recuperadores de calor de porta de guilhotina como p.ex. Stûv 21).

O recuperador de calor pode ser colocado numa base pedestal, sendo certo que neste caso os recuperadores de calor de porta de abertura lateral (p.ex. Stûv 16) são a opção ideal.

Existe uma terceira possibilidade que é de suspender o recuperador de calor no teto, apesar de neste caso ser necessário um estudo prévio para verificar se a estrutura existente e o próprio recuperador de calor pretendido o permitem.

Tendo em consideração a importância que um recuperador de calor tem numa sala, é fundamental planear devidamente a sua localização.

O seu posicionamento vai interferir com a decoração e com o conforto da divisão.

Um recuperador de calor (de dupla face) colocado no centro de uma divisão é um excelente “separador de espaços” (sala de jantar / sala de estar).

Colocado num canto, embutido numa parede ou dentro de um saco, diversas são as opções para instalar um recuperador de calor.

O tubo reto é, sem dúvida, a opção mais acertada e que mais garantias dará.

Contudo, a exaustão de fumos pode ser executada igualmente utilizando curvas de 45º ou de 90º, se a habitação assim o “exigir”.

De notar que nestes casos é recomendável a visita de um técnico ao local, para verificar se a colocação de curvas não interfere negativamente com a exaustão.


Estes dois acessórios (avental e anel do tubo) são de extrema importância para impedir qualquer infiltração.

O tubo deve prolongar-se pelo menos 90 cm acima do ponto mais alto do telhado e 60 cm acima de qualquer projeto situado a menos de 3 metros de distância.

É aconselhável que o combustível utilizado na combustão de um recuperador de calor ou salamandra seja uma mistura de dois tipos de madeira. Uma madeira mais “suave”, como o pinheiro ou eucalipto e uma madeira mais “dura” como o sobreiro ou azinheira. A madeira mais leve serve para iniciar a fogueira mais facilmente e as madeiras mais duras prolongam-se durante o serão com um ótimo rendimento e combustão. As cinzas, após o acender da lareira, conseguem armazenar e libertar bastante calor, além de ajudarem a propagar o fogo à lenha que estiver na câmara de combustão.

 

Abaixo encontrará uma tabela com uma análise breve e alargada ao território de Portugal Continental.

 

PinheiroEucaliptoSobreiroAzinheiraOutrosTotal
Norte2461432120173603
Centro571227283290948
Lisboa110143140320416
Alentejo112131484398111136
Algarve1529409699
Total10546737134623003202
dados por mil/hect

Armazene-a num local arejado e com exposição solar.

Certifique-se que o piso está seco.

Armazene-a com uma elevação do chão superior a 15cm.

Arrumando-a “cruzada” facilita o processo de secagem

Quando a estiver a armazenar, deixe uma distância de 10cm entre a lenha e a parede ou muro para que a lenha possa arejar.

Cubra-a com uma proteção para a chuva, assim que estiver seca.

Sendo possível, é preferível colocar a lenha de consumo diário perto do recuperador de calor.

Curiosidade: No espaço de 4 a 12 meses a lenha pode secar até 18-22%. Isso significa que pode armazenar a lenha para uma temporada de frio durante a primavera e usá-la assim que o frio regresse, obtendo um aumento de 18-22% de poder calorífico.